Fale Conosco
(11) 3205-4341

[email protected]

AUTOCONFIANÇA

As experiências que temos na nossa primeira infância interferem no desenvolvimento de nossa vida adulta. A partir do nascimento este desenvolvimento vai criando as possibilidades físicas para ficarmos eretos e andar com nossas próprias pernas. Nos primeiros meses firmamos o pescoço, depois giramos a cabeça para um lado e para o outro, e assim sucessivamente até que tenhamos condições de engatinhar, ágil e rapidamente, conquistando o mundo ao nosso redor. Esta força nos leva a segurar nos objetos e a nos levantarmos, conquistando a posição vertical, para logo depois começarmos a andar. É claro que este processo envolve muitas tentativas e erros, onde o erro é cair no chão. O que acontece quando os pais interferem demasiadamente neste processo não permitindo que o filho brinque no chão por medo de germes ou ficam com um olhar obsessivo vigiando a criança para que ela não caia? Ou então quando colocam a criança num andador para evitar este processo natural?  No desenrolar de nossas vidas, esta possibilidade de cair e levantar e ter a confiança de que alguém pode ajudá-lo se você cair, se repete ao longo dos anos em outros contextos da nossa vida adulta. Entramos numa fase de experimentações, mergulhamos de cabeça na vida adulta, mercado de trabalho, vida amorosa e quebramos a cara muitas vezes, caímos e levantamos, às vezes sozinhos, às vezes pedindo ajuda. E é através dessas experimentações que aprendemos habilidades novas, desenvolvemos nossos potenciais criativos que nos acompanharão pelo resto da vida.

Mas se, quando bebê, você não pôde cair e levantar, se você ficou no berço ou no cercadinho, para não se machucar, você provavelmente não terá desenvolvido a confiança em sua capacidade de errar e depois acertar, de cair e levantar. Como você reagirá quando encontrar obstáculos na sua vida adulta que requerem persistência e determinação? Aquela força de vontade que você deveria ter cultivado fazendo força enquanto segurava no sofá para levantar-se quando era um nenê?  Como você reagirá ao ser demitido do primeiro emprego ou ao tomar um fora daquele namorado que você pensou que fosse o homem da sua vida? Nossas experiências na primeira infância permitirão nosso desenvolvimento nos primeiros momentos de nossa vida adulta. Ah! Quer dizer que meus pais são culpados por minha falta de autoestima e autoconfiança e eu vou permanecer assim o resto da vida? NÃO. Isto não é algo imutável, temos que aprender que somos responsáveis pelo rumo que damos à nossa vida e sair do lugar de vítimas. Com força de vontade podemos mudar esta determinação e transformar tudo à nossa volta. Não podemos entregar o nosso poder ao outro ou ao “destino”. Assim, se você percebe que lhe falta autoconfiança, procure saber como foi seu processo de começar a andar. Crie para si mesmo, a partir desta compreensão, as condições para desenvolver a autoconfiança. Se cada vez que você não é bem sucedido, você pensa em desistir, tenha a disciplina de persistir e tentar mais uma vez, caia e levante-se. Se precisar de ajuda, busque uma terapia ou um grupo de ajuda mútua.

A falta de autoconfiança surge depois de experiências mal sucedidas. Às vezes nem é preciso um grande fiasco, pequenas frustrações acumuladas minam a confiança. Aprenda a confiar em si e nos outros, e perceba como suas ações e seus relacionamentos mudarão. A pessoa autoconfiante não liga para pequenos fracassos e persiste, pois sabe que chegará o momento que será bem sucedido. Alguém autoconfiante tem um forte senso de convicção e certeza em si mesmo. A pessoa transpira serenidade e tranquilidade.

A autoconfiança geralmente é associada à posse de certos conhecimentos, de habilidades ou capacidades inatas ou adquiridas que garantem um bom desempenho à pessoa. Porém apesar de poder possuir uma determinada aptidão ou conhecimento ser um importante fator na construção da autoestima e da autoconfiança, isso não significa que alguém que não as possua não possa estar confiante na sua capacidade de aprender e se desenvolver. Posso não saber algo, mas estou disposto a aprender. Esta disposição faz toda a diferença na perspectiva de alcançar uma nova forma de encarar a vida e ser bem sucedido. Não é possível desenvolver a autoconfiança ficando preso a resultados negativos e erros do passado, pois isso gera críticas excessivas, tornando a pessoa tímida e reservada. A falta de autoconfiança acaba sendo uma característica incapacitante, pois limita a pessoa em suas oportunidades e põe em risco suas chances de sucesso. Muito provavelmente isto vai influenciar seus pensamentos e ações tanto no nível consciente quanto inconsciente o resultado é o fracasso. A sua crença na incapacidade de realizar algo acaba por se transformar numa profecia autorrealizadora.

Autoconfiança é responsabilidade. Quando nos julgamos incapazes acabamos por nos colocar nas mãos de outras pessoas esperando que elas resolvam tudo em nossa vida, abrimos mão do nosso poder e arbítrio. Tenho que lidar comigo e minhas deficiências e necessidades. Se você não tem as habilidades, busque uma forma de adquiri-las. Se você não tem o conhecimento, vai aprender. Assim se algo completamente novo, sem precedentes acontece, colocando-o à prova, de alguma forma sua confiança acionará as partes do cérebro que lhe permitirão encontrar a solução. Na verdade esta é uma conquista de mim mesmo e do meu poder pessoal. Tudo que me limita e cerceia não é bom. Viver é um aprendizado e eu tenho que estar disposto a enfrentá-lo. No começo pode parecer difícil mudar os padrões de crenças, mas é com persistência eu chego lá. Para sairmos do papel de vítima, a independência é fundamental, assim como a coragem de experimentar. O novo é fundamental.

 

Valeria Bortolucci

Se você desejar realizar uma Avaliação sem Compromisso entre em Contato Conosco: (11) 3205-4341

Nome

Email

Assunto

Sua mensagem

voltar
Olhar Interior é um consultório especializado na prestação de serviços em Psicologia Clínica, Aconselhamento Psicológico, Atendimento a Adolescentes e Adultos.