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COMO ACEITAR AS PESSOAS COMO ELAS SÃO

Aceitação… Esse é um termo muito apregoado, mas muito difícil de deglutir. Aceitar implica em receber aquilo que é dado ou oferecido. Isso não quer dizer acomodação. Você gostaria que as coisas fossem do seu jeito, mas o outro tem o jeito dele e também gostaria que você correspondesse a ele. De pessoa para pessoa as opiniões, os sentimentos e atitudes divergem. Cada um é cada um! E como aceitar as pessoas como elas são?

Que sociedade é esta que não aceita as diferenças individuais?  Criamos padrões, normas de como a vida deve ser, de como as pessoas devem agir, como devem pensar, e ditamos regras de perfeição nos esquecendo que somos seres livres, que podemos ir e vir, pensar e atuar à nossa maneira. E respeitar as diferenças? Com os padrões determinados não aceitamos as diferenças. Queremos que o outro se mantenha de acordo com o estabelecido. A sociedade, a religião, a família são as entidades que criaram regras tão fortalecidas as quais continuamos mantendo, ensinando e exigindo que sejam cumpridas.

É patente e manifesto que o modo de ser e de pensar de cada indivíduo é influenciado por aquilo que ele vivencia ao longo da própria vida. Suas vivências são exclusivas dele. Mesmo que tudo que é “normal” esteja estabelecido, cada ser tem a sua própria interpretação e seu modo de agir. Cada um vive a sua subjetividade.

Que tal tirar lição e aprender com as diferenças? Você quer moldar o outro para que corresponda às suas expectativas. Veja bem: quem criou as expectativas? Você? E o outro tem que preenchê-las? Você fica esperando que o outro se modifique para se adaptar àquilo que você acha correto, viável, e ao seu estilo de vida. O outro não vai se modificar simplesmente para lhe agradar, pois, a transformação depende de um desejo pessoal, individual de crescimento. A sua visão é particular… a do outro… também!

Como aceitar as pessoas como são sem olharmos o que é fundamental? Você se aceita como é? Aceita seus limites? Ou você criou expectativas de como você deveria proceder, comportar-se e criou um imaginário da pessoa que gostaria  de ser? A autoaceitação é o caminho principal para a aceitação do outro. Se eu me aceito como sou, minhas qualidades e “defeitos”, meu jeito particular de ser, fica muito mais fácil de entender e admitir as diferenças alheias.

A imagem que criamos de nós mesmos, não traduz exatamente a realidade de quem realmente somos. O autoconhecimento é fundamental para que possamos nos ver como realmente somos e, a partir desse conhecimento, podemos efetuar mudanças que nos conduzam a uma vida satisfatória, rica de prazer, onde possamos, de início, compreender aquilo que não queremos, para então descobrirmos o que de fato queremos. O processo terapêutico atua nesse sentido. Quando acontece a consciência de quem realmente somos inicia-se uma vida mais plena, repleta de satisfações, pois podemos analisar os conceitos que mantemos, reavaliá-los, e re-significar o sentido de nossa vida.

                                                                                                                                                                                                                    Iracema Cesar

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