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COMO ESQUECER UMA TRAIÇÃO

Que atitude tomar diante de uma traição? Pode um casamento ou uma relação sobreviver a ela? É possível esquecer? Recuperar-se deste tipo de acontecimento pode ser extremamente doloroso. Dificilmente a pessoa traída conseguirá apagar este fato traumático de sua memória, assim como não se consegue apagar totalmente uma cicatriz da pele. Não dá para fazer de conta que nada aconteceu. Não é possível esquecer, porém é possível perdoar, o que significa buscar conviver com o fato, diminuindo sua importância na sua vida presente, tentando construir novas experiências agradáveis entre você e seu parceiro que possam “desbotar” a experiência ruim do passado. Se você optar por continuar a relação, é necessário avaliar com clareza se existe o desejo real de ambos de reconstruir a relação. Esta decisão exige um grande esforço, já que será necessário passar uma borracha nos acontecimentos e começar do zero.

Caso o casal esteja disposto a trilhar o mesmo caminho na busca da reconciliação e da recuperação da confiança perdida, em primeiro lugar é necessário que o parceiro que mantém a relação extraconjugal a termine definitivamente, para que se possa iniciar o caminho de volta. A pessoa que foi traída vai querer saber tudo a respeito dos fatos e o parceiro deve responder com muita sinceridade, sabendo que de agora em diante terá de responder a tudo acerca da sua vida, pois esta é uma consequência natural, e pode durar anos – contudo se pretende conquistar novamente a confiança do parceiro esta é a melhor forma de fazê-lo.

Depois de descobrir que foi traída, a pessoa é tomada por vários sentimentos: raiva, culpa, decepção. Dúvidas e pensamentos contraditórios surgem. É importante salientar que a culpa não é da pessoa, pois este é o sentimento mais forte a princípio. A pessoa acredita que não é atraente o suficiente ou que não se dedicou à relação como deveria. Por vezes o traidor, por interesse, pode estimular este pensamento, com o intuito de jogar a culpa no outro. Porém, o que o fez trair em primeiro plano foi sua própria índole, pois poderia ter escolhido a conversa honesta a respeito de seus sentimentos ou mesmo ter terminado a relação antes de consumar o fato. Embora a culpa não possa ser atribuída à pessoa traída, não podemos esquecer a responsabilidade que cada um dentro da relação. Mesmo que não seja culpado pelo que aconteceu, não podemos dizer que seja somente uma vítima na história. Cada um tem sua parcela de culpa, seja por ação ou omissão. Se o relacionamento já está dando sinais de desgaste, não adianta tampar o sol com a peneira. É necessário corrigir o rumo o quanto antes e buscar soluções em conjunto, visto que cada um tem suas necessidades e estas devem ser harmonizadas pelo casal. A terapia de casal pode se uma boa alternativa para acertar o passo, portanto não se envergonhe de procurar ajuda profissional.

Após a traição a pessoa vivencia uma espécie de “luto”, momento este em que o pensamento vai mudando a cada momento, até que possa elaborar o acontecido e tomar a atitude que lhe pareça mais coerente possível. Não se pode esperar que o perdão venha rapidamente. Não é possível confessar uma traição e esperar que a outra pessoa lide com isso de forma prática e cure as feridas abertas instantaneamente. A pessoa traída precisa de um tempo para se curar. Por mais que as coisas pareçam determinadas a correr bem na relação, por vezes surgem momentos em que um pormenor qualquer,traz de volta as lembranças ruins e o ressentimento para com a pessoa que traiu ressurge; neste caso é necessário manter-se focado (a) na reconciliação e no presente com vista a um futuro promissor.

O casal deve conversar sobre as suas inseguranças, sobre seus sentimentos e as frustrações também. É importante cada um começar sempre as frases com “Eu sinto que…”, pois esta é a única forma de conseguir expor seus sentimentos genuinamente, de curar a ferida que a relação sofreu e também a própria ferida.

Considerando que tudo tem um preço, seja qual for a atitude frente ao acontecimento, não podemos esquecer que é preciso estar ciente das “consequências” que virão. O parceiro que traiu, precisa estar realmente convicto que queira seguir adiante e suportar as cobranças que virão. A pessoa traída, de que pode superar sua frustração, sem ter intimamente o desejo de “vingar-se”, pagando na mesma moeda, pois com esta atitude ela pode até se livrar da mágoa, mas vai criar mais problemas. A terceira pessoa envolvida não tem nada a ver com tudo isso e pode ser mais um dilema a ser resolvido.

Se a relação já estava cheia de problemas como desamor, falta de interesse e cumplicidade, talvez seja o caso de terminar de vez mesmo. Se você decidir dar uma nova chance não tem como prever o futuro. Mágoas e ressentimentos minam a saúde de um relacionamento, portanto se decidir seguir em frente busque começar do zero e isso só pode acontecer com o perdão incondicional.

Lembre-se de que você nada pode fazer em relação ao que passou, mas tem muito a construir para seu futuro.Saber perdoar também está intimamente relacionado a estar bem consigo mesmo. Portanto questione-se: como anda sua vida pessoal independente de seu casamento? Está feliz em seu dia a dia? Tem planos pessoais para sua vida? Tem agido de acordo com seus desejos? Correr atrás da sua própria realização também é importante, pois possibilita que suas decisões sejam pautadas em convicções pessoais e não na dependência emocional ou até mesmo financeira de seu parceiro.

 

Valeria Bortolucci

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