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COMO TRATAR A SÍNDROME DO PÂNICO

A síndrome do pânico, também chamada pela psiquiatria de transtorno do pânico, é caracterizada por crises de medo e desespero e que aparecem repentinamente. Elas ocorrem de forma absolutamente inesperada e ocorrem num ápice de 10 minutos. Ao contrário dos ansiosos que têm preocupações excessivas com coisas pouco importantes, as crises de pânico se evidenciam por medo intenso de morrer, enlouquecer, ou que a pessoa possa ter um infarto, enfim, coisas que não se possa atuar com controle. Ou seja, algo catastrófico possa acontecer naquele momento, sem controle da ocorrência, tornando o indivíduo apreensivo, levando-o a uma despersonalização, que é entendida como uma desordem dissociativa, caracterizada por experiências de sentimentos de irrealidade, de ruptura com a personalidade, processos amnésicos e apatia. A pessoa estranha a si própria, sentindo-se desconfortável. A ocorrência dessas crises de pânico é que determinam o diagnóstico da Síndrome de Pânico.

Os sintomas do transtorno de pânico são palpitações, boca seca, falta de ar, sudorese, dispneia, taquicardia, tonturas, sufoco, mal-estar na barriga ou no peito, palidez, tremores, etc. Então, repetindo, as crises de pânico se tornam Transtorno de Pânico, quando aparecem de forma inesperada, diferentemente de casos em que a pessoa está diante de um perigo que é apenas uma situação de pânico. Se a crise ocorre quando o indivíduo está relaxado, longe de uma situação de perigo eminente, podemos então considerar e averiguar um transtorno. A apreensão ocorre porque nos intervalos entre as crises, o indivíduo se depara com o medo de que elas possam ocorrer novamente, em que momento ocorrerão (daqui à 10 minutos ou daqui à 10 dias), tornando-o ainda mais inseguro. Essas crises acontecem na adolescência, atingido mais mulheres do que homens, e também na idade adulta, após os 30 anos de idade. Uma característica do transtorno do pânico é a agorafobia que se caracteriza por um medo de não conseguir fugir para uma situação confortável, onde o indivíduo se sente vulnerável. É o medo de sentir medo.

E como tratar a Síndrome do Pânico? Devem ser tratadas as reações cognitivas, fisiológicas e emocionais. É necessária uma avaliação psiquiátrica onde o indivíduo será tratado com a medicação necessária (antidepressivos a critério do médico especializado) e uma psicoterapia onde a pessoa com o transtorno possa ser acompanhada, ouvida, apoiada, amparada, proporcionando uma chance natural de evolução. A psicoterapia vai ajudar a pessoa ao reconhecimento das reações do corpo, fazendo-a perceber o que acontece na eminência da crise, aprender a regular e diminuir seu nível de ansiedade, ajudando-a a atuar sobre seus estados internos, bem como na observação dessas reações, e distinguir os fatores desencadeantes dessas crises.

Muito importante é que, junto com o tratamento psiquiátrico, o indivíduo possa ser acompanhado por um psicoterapeuta que o ajude a perceber os caminhos que o levaram ao transtorno, procurando um caminho diferente, pois não podemos tratar o sintoma sem nos atermos às causas que o originaram.

                                                                                                                                                                                                                                 Iracema Cesar

 

 

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Olhar Interior é um consultório especializado na prestação de serviços em Psicologia Clínica, Aconselhamento Psicológico, Atendimento a Adolescentes e Adultos.