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DEPRESSÃO – COMO TRATAR?

 

A depressão é uma doença grave e precisa de tratamento. Na depressão o existir é um fardo insuportável, uma tristeza sem fim. Divide-se em leve, moderada ou grave, sendo que os quadros moderados e graves comprometem mais o indivíduo, com baixa produtividade e autoestima diminuída, embora todos os graus precisem de tratamento. É uma doença que afeta o individuo e a família do ponto de vista social e econômico tornando- o um ônus para si próprio e para a família. Ela é muito diferente de uma simples tristeza causada por fatos que acontecem em nossas vidas e nos deixam temporariamente tristes, sem tratamento pode durar semanas, meses ou anos. É uma doença recorrente: a probabilidade de uma pessoa que teve depressão ter um novo episódio é de 50 %, depois do segundo 75% e depois do terceiro 90%. . Ela se caracteriza por falta de ânimo e disposição, incapacidade de sentir prazer em atividades habitualmente agradáveis, alterações do sono e do apetite, pensamentos negativos, desesperança, desamparo, interfere na vida sexual e no trabalho, pois é altamente incapacitante e está associada a altos índices de mortalidade por complicações clínicas ou suicídio. Os aspectos negativos da vida ganham importância maior que os positivos. Pode ocorrer em vários estágios da vida: infância, adolescência, vida adulta e velhice.  Como tratar? O tratamento da depressão geralmente envolve a administração de medicamentos antidepressivos, exercícios físicos, psicoterapia e apoio familiar. É muito importante que a família compreenda o que está se passando com a pessoa, aprendendo a diferenciar o estado normal do patológico. O médico deve orientar a família como tratar o paciente depressivo. É preciso tomar muito cuidado para não achar que todas as possibilidades se esgotaram, chegando a um ponto de saturação, perdendo a paciência e pondo tudo a perder pela raiva desencadeada pela falta de reação do indivíduo: isto pode reforçar sua desesperança e baixa autoestima. Para auxiliar o tratamento, na verdade, a família é o elo do paciente com realidade, e deve buscar estimulá-lo de acordo com sua capacidade, cuidando para que ele não fique o tempo todo no quarto trancado, com as cortinas fechadas, descuidando da alimentação e da higiene pessoal.

A mulher geralmente é mais vulnerável aos quadros depressivos devido às oscilações hormonais por que passam durante a vida: ciclos menstruais, gravidez, parto e menopausa, porém afeta ambos os sexos. Os fatores genéticos devem ser considerados, já que a ocorrência da depressão num parente próximo ou de primeiro grau aumenta muito a possibilidade do surgimento em outro membro da família. Filhos de deprimidos manifestam maior predisposição do que filhos de não deprimidos. Os fatores ambientais também devem ser considerados.

O tratamento da depressão é longo, não devendo o paciente deixar de tomar a medicação por conta própria. O desânimo pode levar alguns pacientes a interromper o tratamento porque não percebem a melhora ou por causa dos efeitos colaterais desagradáveis. Deve estar sempre com orientação médica. O excesso de confiança pode fazer com que pacientes parem repentinamente de tomar um remédio por se sentirem melhor depois de algumas semanas. Talvez se esqueçam de como se sentiam mal antes da medicação. Interromper o tratamento sem consultar o médico pode trazer consequências graves e até colocar em risco a vida do paciente.  Uma doença depressiva não é uma fossa ou um baixo astral passageiro, nem um sinal de fraqueza ou uma condição que possa ser superada apenas pela vontade. A medicação utilizada no tratamento da depressão visa aumentar a oferta de neurotransmissores (substâncias que estabelecem a comunicação entre os neurônios, que são as células nervosas do nosso cérebro), visto que esta oferta cai consideravelmente nas crises depressivas, acarretando mudanças psicológicas e comportamentais. Esta medicação demora de 10 a 15 dias para começar sua eficácia, porém os efeitos colaterais tem início imediato, isto pode dificultar a adesão ao tratamento.

Por fim, a psicoterapia é de grande valia no tratamento da depressão ou mesmo na busca do autoconhecimento para que possamos desenvolver a capacidade de enfrentar problemas, dificuldades e conflitos do mundo moderno, aprendendo a lidar com eles de forma satisfatória para não sucumbir ao desânimo e desesperança. Isto é necessário, já que as mudanças são uma constante em nossas vidas e a forma como encaramos este fato é de grande importância na nossa qualidade de vida. Quanto mais resiliência melhor.

                                                                                                                                                                                                                          Valeria Bortolucci

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